Infraestrutura tecnológica do sistema de informações geográficas de Santa Catarina

Todos os eventos que existem na vida cotidiana acontecem em algum lugar, isto tem ampliado a demanda pelo uso de localização, associada à experiência. O uso de mapas em navegadores web e, também, inseridos em equipamentos móveis, como smartphones e tablets, popularizou ferramentas que antes eram restritas a especialistas em geotecnologias. Cada vez mais os usuários desses instrumentos percebem a importância de Sistemas de Informações Geográficas interativos e cooperativos, tanto para atender demandas individuais quanto sociais.

Em 2010, o Estado de Santa Catarina, por iniciativa da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), decidiu pela realização de um Levantamento Aerofotogramétrico do território catarinense, com a produção de documentos, imagens e vetores para atender, inicialmente, às necessidades de Gestão de Recursos Hídricos.

Os produtos obtidos têm um grande potencial de utilização em outras frentes, com ênfase no auxílio para formulação e execução de políticas públicas. Era necessário, no entanto, disponibilizar essas informações de forma organizada, nascendo daí o Sistema de Informações Geográficas de Santa Catarina (SIG@SC), que permite que outros desenvolvimentos sejam montados a partir dos dados coletados e validados pelo Serviço Público.

A concretização desta ação coube ao Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina S.A. (CIASC), empresa responsável pela execução das políticas de tecnologia de informação e comunicações, desenvolvimento e processamento de dados do governo estadual, que adotou duas soluções complementares, uma em nuvem híbrida e outra completamente em nuvem privada (em equipamentos instalados dentro do seu datacenter).

As etapas do projeto

A solução em nuvem híbrida está sendo provida com uso de tecnologia de empresas de classe mundial no campo de geotecnologias, contratada por processo licitatório. O contrato prevê a prestação de serviços de armazenamento, processamento e visualização de dados georreferenciados na web, com acesso à base de imagens de alta resolução e a dados de arruamento com cobertura muito ampla. Também estão previstos serviços técnicos especializados, para atendimento às necessidades do Estado, durante 12 (doze) meses, que é o prazo para a entrega dos primeiros resultados da solução em nuvem privada.

A solução em nuvem privada é desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e prevê a elaboração de um sistema capaz de manipular e gerenciar o acervo oriundo do Aerolevantamento Digital e seus subprodutos, bem como prover o acesso a todos estes dados. Estão previstas nessa etapa, atividades de levantamento de requisitos – colhidos no decorrer do contrato, a modelagem do sistema, o desenvolvimento, a documentação, a implantação e a transição de serviços da nuvem híbrida para a privada.

São soluções complementares: a em nuvem híbrida poderá continuar disponível mesmo após a implantação da solução local. Esta última também proverá acesso público, mas se destina e será mais utilizada em tarefas que demandarem maior rigor técnico, como a elaboração de Planos Diretores municipais, por exemplo. Dessa forma, a sociedade e os entes de governo terão à sua disposição um conjunto de ferramentas modernas, de muita adaptabilidade, continuamente ajustada aos novos requisitos mundiais de serviços geoprocessados e com um nível de customização adaptado aos requisitos locais, que lhes proporcionará informações abrangentes e diversificadas, próprias para cada um dos vários públicos que o governo atende.

Com informações de Ciasc Comunicação

FANEM investe na startup catarinense SensorWeb

Mirando o mercado de Telemedicina e Telemetria para saúde, a Fanem, empresa exportadora e líder brasileira em produtos nas áreas de neonatologia e de laboratórios, investe e firma uma parceria estratégica com a Sensorweb, especializada em soluções baseadas no conceito de Internet das Coisas. O objetivo da Fanem é aprimorar ainda mais o portfólio de monitoramento de equipamentos e facilitar o acesso às informações sobre eles, potencializando assim o desenvolvimento da SensorWeb – startup catarinense, incubada do MIDI Tecnológico e associada à Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE)

A Fanem está engajada aos conceitos de eHealth e Telemedicina e já vem introduzindo em seus produtos características alinhadas a eles, empregando tecnologia própria. Associando-se a uma empresa especialista neste campo, como a SensorWeb – com tecnologia consistente e expertise – a Fanem reforçará a oferta de produtos de ponta, equiparando-se assim aos poucos players internacionais que já dispõem de soluções com este tipo de tecnologia.

“A SensorWeb é uma empresa de Santa Catarina, um importante polo nacional de desenvolvimento de TI, que já atua na área da Saúde com soluções que monitoram produtos críticos – inclusive no transporte e no armazenamento de medicamentos – e que agora, com a entrada da Fanem, ampliará ainda mais seu hall de clientes”, ressalta Djalma Luiz Rodrigues, diretor executivo da Fanem.

Para a SensorWeb, mais do que um tradicional investidor, a entrada da Fanem na empresa tem um significado bastante estratégico do ponto de vista comercial. “Além do aporte financeiro, poderemos contar com os recursos de uma frente comercial na área da saúde consolidada há 90 anos, o que nos ajudará a fortalecer nossa marca e produto, uma vez que a Fanem possui muita credibilidade e confiança neste mercado. Por outro lado, teremos a possibilidade de inovar em outras áreas que envolvem a integração entre produtos Fanem e seus usuários, utilizando software e a internet como meio de comunicação”, enfatiza Douglas Pesavento, sócio-fundador da SensorWeb.

A atuação conjunta envolverá a integração das tecnologias de telemetria, monitoramento, transmissão e gerenciamento de variáveis de controle, agregando ainda mais valor aos equipamentos da Fanem. De acordo com Rodrigues, inicialmente a tecnologia será aplicada à linha laboratorial para monitoramento e registro de informações da cadeia do frio (temperatura e umidade). Posteriormente, a mesma tecnologia da SensorWeb, que envolve também acesso remoto, internet e armazenamento em nuvem, poderá ser utilizada em outras linhas de produtos. “No futuro, a ideia é que os equipamentos Fanem sejam todos monitorados remotamente por uma equipe de manutenção, reduzindo custos de deslocamento e de pessoas, o monitoramento de possíveis problemas e agilizando o tempo de atendimento ao cliente”, explica Rodrigues.

A Sensorweb conta com uma solução completa e 100% nacional, que abrange desde os sensores, até o portal Web para registro e monitoramento das informações. Entre as soluções, está uma plataforma de software que permite interagir com diversos tipos de sensores e equipamentos eletrônicos através da internet (em computador, smartphone ou tablets) e sensores sem-fio de temperatura, umidade e detecção de abertura de portas, voltados especialmente para a cadeia do frio. A solução abrange desde os processos de produção, armazenamento, até o transporte e comercialização de produtos de saúde e alimentos.

Sobre a Fanem

A Fanem é uma multinacional brasileira que fabrica produtos inovadores nas áreas de neonatologia e de laboratórios, aliando pioneirismo e tradição. Atuando neste segmento desde 1924, é uma das mais importantes indústrias nacionais de equipamentos médicos, líder de mercado em produtos neonatais e com know-how em equipamentos para laboratórios desde a sua fundação. Várias vezes premiada por sua atuação como exportadora, comercializa hoje para mais de 100 países. Investe anualmente, em média, 7% de seu faturamento em P&D. Com sede no estado de São Paulo, dispõe de três unidades industriais – duas no Brasil, em Guarulhos (SP), e uma no exterior, em Bangalore, Índia. Conta também com um escritório na Jordânia, em Amã e uma rede organizada de representantes em todos países em que atua.

Sobre a Sensorweb

Fundada em 2009, a Sensorweb está localizada em Florianópolis (SC) e tem o objetivo de proporcionar qualidade de vida, conectando as pessoas ao seu mundo. A empresa faz parte do MIDI Tecnológico, incubadora de empresas mantida pelo Sebrae-SC e gerenciada pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate). Entre os principais clientes da empresa atualmente estão o Instituto do Câncer de SP (ICESP), Hospital Beneficência Portuguesa de SP e a Fundação de Pesquisa em Saúde do RS (FEPPS).

Com informações de Larissa Cabral (Dialetto)

Abertas inscrições de oficina para crianças aprenderem a programar jogos

computacao_na_escola_criancasEstão abertas até 7 de maio as inscrições para a oficina de programação destinada a crianças e adolescentes de 6 até 14 anos, acompanhadas de um adulto de sua família, para aprender a linguagem de programação Scratch, desenvolvida no MIT Media Lab. O evento será no dia 17 de maio, sábado, das 9h às 12h e é uma promoção da iniciativa Computação na Escola, da Universidade Federal de Santa Catarina. O evento faz parte das comemorações mundiais do Scratch Day 2014.

Na oficina prática de programação, as crianças entram no mundo da computação aprendendo a criar histórias e jogos interativos. As crianças, juntamente com um adulto, aprendem conceitos fundamentais de programação usando Scratch, uma linguagem de programação lúdica e bastante visual.

Durante os primeiros 45 minutos do curso, os participantes aprenderão passo a passo a programar o jogo de tubarão. O objetivo da atividade é familiarizar com conceitos básicos de programação e com o Scratch. Em seguida, os pares (adulto/criança) trabalharão no desenvolvimento de seu próprio projeto de jogo ou história interativa, com a assistência dos instrutores. Cada criança deve se inscrever junto a um dos pais, avós, tios ou irmão mais velho. As inscrições custam R$ 45,00 para o par e podem ser feitas no site.

A oficina será ministrada nos laboratórios do Departamento de Informática e Estatísticas (INE) da UFSC, no Centro Tecnológico, 3º andar, pelos professores Christiane Gresse von Wangenheim e Aldo von Wangenheim, com apoio de uma equipe de estagiários do INE/UFSC.

Serviço

O quê: Oficina Scratch para crianças e adolescentes (6 a 14 anos), acompanhados de um adulto

Data: Sábado, dia 17/05/2014, das 9h – 12h (SCRATCH DAY 2014)

Local: INE/CTC/UFSC – 3º andar.

Custo por par (adulto/criança): R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) – incluindo material didático.

Inscrições podem ser feitas aqui até o dia 07/05/2014 (vagas limitadas).

Mais informações: http://www.computacaonaescola.ufsc.br/?p=300