Força do vento é aposta em SC
Bons ventos trazem uma ótima notícia para Santa Catarina: a energia eólica – considerada 100% limpa – ganhará um reforço no Estado até o final de 2010. Serão erguidos 10 parques, investimento de R$ 1,258 bilhão, o maior realizado nesta área no Brasil atualmente.
As obras serão realizadas nas cidades de Água Doce (125,8 MW) e Bom Jardim da Serra (91,93 MW), com potência instalada de 222 MW no total. Uma vez concluídas, vão gerar energia suficiente para abastecer uma cidade de um milhão de habitantes.
A empresa Energimp irá desenvolver os parques e a Wind Power construirá os 148 aerogeradores em Pernambuco, com 100 metros de altura e que vão gerar 1,5 MW cada. As duas empresas fazem parte do grupo Impsa do Brasil, responsável pela construção.
O presidente do grupo, Luis Pescarmona, explica que a potência de 222 MW significa a quantidade máxima produzida num instante. Como o vento não é sempre constante, a expectativa é produzir 34% do “fator de planta”, ou seja, do total que poderia ser gerado em condições perfeitas. O mesmo ocorre com as usinas hidrelétricas. Pescarmona lembra que Itaipu tem fator acima de 60%, dependendo da capacidade da água.
Santa Catarina tem apenas 14,4 MW de potência instalada de energia eólica. O projeto de construção desses dez novos parques eólicos faz parte do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).
Questão legal resolvida foi um dos atrativos
Criado em 2004, o programa visa incentivar a diversificação da matriz energética brasileira com fontes eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.
Pescarmona explica que as cidades catarinenses foram escolhidas pela qualidade e quantidade de ventos nessas regiões. Além disso, os parques já estão “prontos” do ponto de vista legal, com as devidas licenças ambientas. Os parques serão construídos por meio de um contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal de R$ 837 milhões (recursos do BNDES), de um total de R$ 1,258 bilhão. O restante do valor – cerca de R$ 421 milhões – virá do capital da empresa.
– Este é o maior investimento eólico no Brasil e um dos maiores da história da América Latina. É o terceiro maior de todos os mercados emergentes. Está entre os 20 maiores do mundo. Estamos muito focados, queremos que as pessoas comecem a desfrutar o quanto antes, acreditamos nesse futuro – afirma o presidente da Impsa.
O gerente regional de negócios da Caixa, Marcelo Luiz Moser, acredita na importância da diversificação da matriz energética brasileira e garante que o investimento tem retorno a longo prazo.
(DC, 08/02/2010)
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