Atraso no Plano Nacional, tira Banda Larga do PAC 2
Apesar da promessa feita por integrantes do governo, a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento, ou PAC 2, não indicou recursos ou medidas a serem tomadas em relação ao Plano Nacional de Banda Larga. Como ainda não houve uma definição sobre como vai efetivamente funcionar o PNBL, o governo preferiu evitar estimativas de investimentos.
“Não acabamos de formatar. Esperávamos ter isso pronto agora em março, mas não houve possibilidade de agenda [com o presidente], portanto não temos ainda o montante de recursos. Ou seja, não saiu no PAC 2 porque não temos os valores”, explicou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
A expectativa de que seriam incluídos recursos para a banda larga no PAC 2 foi dada ainda em janeiro, quando o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que haveria uma linha de crédito específica para o PNBL.
O mesmo foi mais tarde sustentado pelo próprio ministro Paulo Bernardo. O plano de banda larga já sofreu vários adiamentos e a nova promessa é de que seja definido ainda no início de abril.
A segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento é, na prática, uma espécie de PAC Social, nos quais se destacam ações de saneamento, habitação e transportes.
A única medida razoavelmente próxima das Tecnologias de Informação e Comunicação faz parte do que o governo chamou de Praça do PAC – espaços públicos com cineteatro, biblioteca e quadras esportivas que vão contar também com telecentros.
Durante o lançamento do PAC 2, nesta segunda-feira, 29/3, em Brasília, nem a banda larga tampouco políticas de TICs fizeram parte do roteiro. A única menção a esse respeito foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lembrar o lançamento, em 2007, da Política de Desenvolvimento Produtivo.
“Se não houver inovação tecnológica, as coisas com as quais sonhamos não acontecerão”, afirmou o presidente. Segundo ele, o Brasil não quer ser campeão de exportações de produtos básicos como minério de ferro e soja. “Queremos exportar conhecimento”, afirmou.
(Convergência Digital, 29/03/2010)
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