Setor de software reage ao Estado-empresário
Responsável por 38% do consumo de software no Brasil, o governo deve impulsionar políticas públicas e não atuar como concorrente da iniciativa privada, adverte o presidente da ABES, Gerson Schimitt, em reação à Lei que beneficiou o Serpro nas contratações de órgãos do governo. Para a entidade do setor de software, ainda são poucos os programas de fomento à Pesquisa e Desenvolvimento no Brasil.
“Os aportes em P&D são cruciais para o Brasil ganhar um papel de destaque na produção de software e serviços, mas a prática é: Com a exceção dos programas da Finep, que são excelentes, os aportes na área são induzidos pelas empresas públicas. Não devemos acreditar que o Governo será um bom empresário porque esse não é o seu papel. Dar direitos maiores ao Serpro ou a qualquer outro órgão público é um equívoco que poderá repercutir no fomento do setor”, frisou Schimitt, em entrevista ao Convergência Digital.
O presidente da ABES diz que o governo poderia ser um forte indutor de software – o setor é dominado pelas Pequenas e Médias empresas – 94% – se comprasse mais aplicativos de governo eletrônico, entre outros, da iniciativa privada. “Esse trabalho é crucial para termos mão-de-obra capacitada para trabalhar na área e para que as empresas sobrevivam e ganhem presença no mercado internacional. Temos potencial, mas temos que criar mais mercado”, observa.
Schimitt demonstra preocupação com a manutenção da politica de software livre adotada pelo governo Lula. “É desafiante lidar com o código-aberto, mas temos que pensar em como preservar a propriedade intelectual e desenvolver o mercado interno. Temos que desenvolver e não pensar apenas na oferta de serviços”, adverte o presidente da ABES.
O levantamento da ABES/IDC, divulgado nesta segunda-feira, 05/07, mostra que os segmentos de finanças e indústria são os principais consumidores de software no país. Juntos representam 48,1% dos compradores da indústria nacional. As oportunidades de negócios para os desenvolvedores de software encontram-se nos segmentos financeiro, de governo eletrônico (e-gov), segurança e em sistemas de gestão empresarial (ERP).
Ainda de acordo com o estudo, o mercado brasileiro de software e serviços manteve a 12ª posição no cenário mundial, tendo movimentado 15,3 bilhões de dólares, equivalente a 1,02% do PIB brasileiro daquele ano. Deste total, foram movimentados 5,45 bilhões em software, o que representou perto de 1,7% do mercado mundial, e 9,91 bilhões foram movimentados em serviços relacionados.
Em 2009, a participação de programas de computador desenvolvidos no país atingiu 29 % do total do mercado brasileiro de software e, embora tenha representado uma participação ligeiramente menor do que no ano anterior, ainda indica a tendência de crescimento que vem sendo apontada desde 2004.
Essa fatia de mercado é explorada por quase 8.500 empresas, dedicadas ao desenvolvimento, produção e distribuição de software e de prestação de serviços. Daquelas que atuam no desenvolvimento e produção de software, 94% são classificadas como micro e pequenas empresas.
(Ana Paula Lobo, Convergência Digital, 05/07/2010)
Matérias relacionadas
- 06/07/2010 -- ABES apresenta em Florianópolis pesquisa sobre mercado nacional de software
- 11/05/2012 -- Pesquisa analisa projetos de softwares produzidos em Florianópolis
- 08/03/2012 -- Governo negocia instalação de empresa americana de tecnologia em Santa Catarina
- 14/02/2012 -- Os consumidores do mundo digital
- 22/09/2010 -- Cloud computing pode ser o fim dos serviços de hospedagem
Vídeo
Redes Sociais
Comentários
- irany venturozo em Software construído por estudantes de Balneário Camboriú chega ao mercado on line
- Lia Zaniolo em Jovens empresários lançam Jurere.com
- ana claudia cardoso vieira em Boletim com as notas da escola agora é via internet
- carlinhos em SC terá seu próprio Plano de Banda Larga
- ricardo em UFSC colabora com planejamento e execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar
Palavras-chave (tags)
Acate Apple celular ciência CNPq computador comunicação curso desenvolvimento Economia Educação empreendedorismo Emprego empresa Empresas energia estudo evento Fapesc Finep Gestão google Governo inclusão digital incubadora informação infraestrutura Inovação Intelbras Internet investimento iPhone jogo MCT meio ambiente MIDI Tecnológico Pesquisa projeto saúde segurança software sustentabilidade Tecnologia TI UFSC













