(Editorial, DC, 01/09/2010)

Já não basta apenas saber ler, escrever, efetuar cálculos básicos e interpretar textos com relativa proficiência para chegar ao conhecimento e ao mercado de trabalho. Hoje, é necessário, igualmente, saber usar um computador e ter acesso à internet. De fato, sem saber usar as novas tecnologias, os indivíduos perderão as melhores oportunidades de inserção produtiva na sociedade. O país, que ainda tem 14,2 milhões de iletrados e mais 30 milhões de analfabetos funcionais, precisa investir, também, para atacar uma nova forma de exclusão. A inclusão digital é uma questão de cidadania, por ser um novo direito em si e um meio de garantir outros direitos. Para combater a exclusão digital, o governo federal criou o Plano Nacional de Banda Larga, mas não incluiu Santa Catarina e os dois outros estados sulinos na primeira fase da implantação. Das cem cidades selecionadas para a arrancada do programa, nenhuma está localizada na Região Sul.

Como este jornal informou, ontem, o Estado poderá ter o seu próprio plano de internet rápida, capaz de oferecer entre 500 mil e 1 milhão de novas conexões para as classes C e D. Trata-se de uma oportuna iniciativa da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) em parceria e com incentivos do poder público estadual. Hoje, há mais de cem cidades catarinenses prejudicadas no acesso à banda larga. Situação que não se coaduna com um Estado ostenta alguns dos melhores indicadores socioeconômicos do país.

No ano passado, Santa Catarina tinha 460 mil acessos à internet rápida. O plano agora proposto poderá triplicar este número, promovendo a inclusão digital de centenas de milhares de cidadãos.

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