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	<title>Formidia &#187; Pesquisa</title>
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	<description>Notícias de Tecnologia Multimídias da Grande Florianópolis</description>
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		<title>Pesquisas concluem que crianças se desenvolvem com atividades na praia</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 15:02:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A orla da Grande Florianópolis já serviu de cenário para várias filmagens, mas certas gravações feitas com seis crianças nas praias da região tiveram um propósito maior que a edição de vídeos domésticos: verificar como as brincadeiras na praia contribuem para o desenvolvimento infantil.
As imagens foram analisadas durante dois estudos conduzidos pela Unisul (Universidade do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A orla da Grande Florianópolis já serviu de cenário para várias filmagens, mas certas gravações feitas com seis crianças nas praias da região tiveram um propósito maior que a edição de vídeos domésticos: verificar como as brincadeiras na praia contribuem para o desenvolvimento infantil.</p>
<p>As imagens foram analisadas durante dois estudos conduzidos pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), com apoio financeiro da Fapesc (Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina).</p>
<p>O mais recente destes estudos constatou que “o brincar realmente estimula o crescimento físico e cognitivo”, nas palavras de Mário César Moreira, aluno do Curso de Psicologia da Unisul. “No brincar, a criança tem a oportunidade de desenvolver a sua personalidade, uma vez que ela expõe suas capacidades e explora o meio à sua volta”, diz Mário César, que, ao longo de 6 meses, filmou o filho, então com 2 anos, divertindo-se na Ponta de Baixo, em São José. “Infelizmente vivemos numa época em que os pais e a sociedade em si não têm conhecimento da importância do brincar; imaginam que seja apenas um passatempo e acabam por limitar o tempo da criança com atividades que diminuem a possibilidade da brincadeira.”</p>
<p>Muitos dos pequenos ficam restritos à casa ou à escola também por questões de segurança. A praia é um dos poucos locais abertos que as crianças podem desfrutar gratuitamente, além de ser um ambiente natural relativamente protegido. Nem é preciso ter pás, baldes ou outros brinquedos. “Pude perceber que elementos naturais, como gravetos, pedras e areia, bem como objetos descartáveis como vasilhas e potes de margarina, são suficientes para que uma criança possa brincar, pois na brincadeira essas coisas ganham um novo significado”, acrescenta Mário César. Ele fez suas observações e registros de campo graças à bolsa de iniciação científica do Programa Mérito Universitário Catarinense da Fapesc, que em 2009 permitiu a 328 estudantes participarem de projetos de pesquisa.</p>
<p>A Fundação já havia contribuído para um estudo anterior por meio do seu Programa Pesquisa Universal, voltado a pesquisas que promovam o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação em Santa Catarina.</p>
<p>Aquele estudo envolveu 4 meninos e 2 meninas, com idade de 1ano e 1 mês a 2 anos e 8 meses. A coleta de dados foi realizada em Canasvieiras, no Pântano do Sul, no Campeche e em praias de São José, em 2008. Uma vez sistematizadas as informações, constatou-se que o ambiente litorâneo favoreceu o exercício do equilíbrio, da atenção e da manipulação de objetos por parte de crianças daquela faixa etária, entre outros aspectos.</p>
<p>“A partir dos resultados encontrados, pode-se considerar que o conhecimento resultante da pesquisa pode contribuir para subsidiar ações educacionais e terapêuticas, com impactos social e econômico, tendo em vista os benefícios que pode trazer para crianças, familiares e educadores”, diz a Profª. Laïs de Toledo Krucken Pereira, do Departamento de Psicologia da Unisul. “A principal dica para os pais é deixar a criança livre em suas escolhas, pois ela sabe muito bem o que fazer. Quando nós, adultos, interferimos, interrompemos a organização da atividade ou o uso que está sendo feito de um brinquedo ou de um objeto com uma finalidade específica que só a criança sabe. E comprometemos seus planos e sua criatividade. Claro, quando a criança solicitar, os pais podem e devem participar, sem esquecer que ela manda na brincadeira.”</p>
<p><strong>Colaboração italiana</strong></p>
<p>Há um terceiro estudo em andamento, mas antes mesmo de seu término, a professora Laïs lançou o livreto “Brincar na praia: a criança de um a três anos” (Florianópolis : Ed. do autor, 2009). A publicação inicia com o prefácio de Myrtha Chokler, diretora de um centro de referência em desenvolvimento infantil na Bolonha, Itália (Istituto per la Formazione e la Ricerca Applicata). Ela teve seu depoimento traduzido como no trecho a seguir: “O prazer vivido na aventura cotidiana de explorar, de conhecer, de tentar e, sobretudo, compreender, cria na criança a confiança nas próprias capacidades para perceber e pensar, com o sentimento íntimo de ser autor e protagonista de suas emoções, de seus achados e de suas realizações”.</p>
<p>No capítulo Como a criança brinca?, lê-se que na praia a criança pode se locomover à vontade: correr, engatinhar, cair e rolar, escorregar. Todas as crianças observadas, principalmente os meninos, exploraram o espaço em volta engatinhando, andando ou correndo. “É bom também brincar de cobrir o pé com areia. Limpar os pés pode até virar brincadeira, se houver um companheiro para achar engraçado”, relata Laïs, no livreto fartamente ilustrado com imagens infantis.</p>
<p>“Tudo na praia, a água, a areia, os pássaros, gravetos e objetos diversos, interessou as crianças. Atirar areia no ar, engatinhar, correr, tudo foi motivo de diversão. Repetir muitas vezes o mesmo gesto não se mostrou cansativo, mas uma maneira de aperfeiçoar a ação e observar os resultados. [...]  Na criança tudo funciona junto, integradamente. As diferentes habilidades, os diferentes aspectos só podem ser isolados para fins de estudo. Inclusive a atividade e o funcionamento do cérebro. Os primeiros anos de vida constituem o período de mais intenso desenvolvimento do cérebro, e brincar é a principal fonte desse desenvolvimento”, conclui o livreto, disponível em CD-Rom na Biblioteca da Unisul.</p>
<p>(<a href="http://www.funcitec.rct-sc.br/noticias.php?id=1162" target="blank">Fapesc</a>, 29/07/2010)</p>
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		<title>Premiado método de controle da gordura trans desenvolvido na UFSC</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 14:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucasastefanello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma pesquisa da UFSC que gerou método de controle de gordura trans na produção de refeições ficou em primeiro lugar no Concurso Alimentos, organizado pela Associação Brasileira de Empresas de Refeições Coletivas (Aberc). O estudo foi desenvolvido pela nutricionista Vanessa Hissanaga, sob orientação da professora Rossana Pacheco da Costa Proença, junto ao Núcleo de Pesquisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa da UFSC que gerou método de controle de gordura trans na produção de refeições ficou em primeiro lugar no Concurso Alimentos, organizado pela Associação Brasileira de Empresas de Refeições Coletivas (Aberc). O estudo foi desenvolvido pela nutricionista Vanessa Hissanaga, sob orientação da professora Rossana Pacheco da Costa Proença, junto ao Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (Nuppre), ligado ao Departamento de Nutrição da UFSC.</p>
<p>O método proposto pela nutricionista é resultado de sua dissertação de mestrado e foi estruturado a partir de estudo de caso em um restaurante de Florianópolis. No trabalho Vanessa identificou processos que mantêm a gordura trans nos alimentos e avaliou que o estabelecimento tinha deficiências no conhecimento da origem de alguns produtos e na conferência dos rótulos.</p>
<p>A partir das análises foi desenvolvida uma ferramenta organizada em sete etapas. Em cada uma delas o nutricionista preenche um formulário sobre os processos adotados na produção das refeições. Com a ajuda de um glossário de termos científicos, descobre onde o procedimento pode ser melhorado e o que pode ser feito.</p>
<p>Na etapa três, por exemplo, o questionário permite o acompanhamento do fluxo produtivo das refeições. São orientações para que os rótulos sejam conferidos e que os fornecedores devem, de preferência, utilizar óleo vegetal, que é mais saudável.</p>
<p>“Com a ascensão da alimentação fora de casa, os restaurantes acabam se tornando responsáveis pela saúde de muitas pessoas”, destaca Vanessa, ressaltando a importância da pesquisa.</p>
<p>Ela lembra que desde 2004 a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o fim do consumo de gordura trans, apoiada em estudos que comprovam sua relação com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Da mesma forma, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária obrigou todas as empresas do ramo alimentar, a partir de 2006, a discriminarem nos rótulos dos produtos a quantidade da substância, o que popularizou a estampa ‘Livre de gordura trans’.</p>
<p>“O método que desenvolvemos atende estas recomendações e pode ser um apoio para nutricionistas que gerenciam unidades produtoras de refeições”, acredita Vanessa.</p>
<p>O trabalho contou com a parceria professora Jane Mara Block, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos, do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC, além de alunas do curso de graduação em Nutrição.</p>
<p>Outras duas finalistas no Concurso Alimentos, organizado pela Associação Brasileira de Empresas de Refeições Coletivas (Aberc), eram também do Programa de Pós-Graduação em Nutrição.</p>
<p><strong>Saiba mais: as gorduras e a gordura trans</strong></p>
<p>- A gordura é uma classe dos lipídios, moléculas com grandes cadeias de átomos de carbono que armazenam muita energia, por isso são uma das reservas do nosso corpo. Dividem-se em dois grupos: saturadas e insaturadas. As primeiras são produzidas pelos animais e encontradas na natureza em estado sólido, como nas carnes que comemos. São conhecidas nutricionalmente por aumentarem os níveis de LDL, o “colesterol mau”, podendo causar o entupimento de veias e artérias. Já as insaturadas são líquidas e produzidas pelos vegetais, como o óleo de soja e o azeite. Estas, em geral, aumentam o “colesterol bom”, o HDL.</p>
<p>- Quimicamente, a diferença entre as duas é a seguinte: na gordura saturada, todos os átomos realizam o mesmo tipo de ligação (simples), o que deixa a molécula mais estável e, por isso, acabam gerando uma estrutura coesa e sólida. Na insaturada, alguns átomos têm ligações duplas, o que aumenta a instabilidade e dificulta o agrupamento, resultando em líquidos.</p>
<p>- No início do século passado, a indústria alimentar tentou descobrir uma substância mais saudável e barata que a gordura animal (saturada), para a fabricação de massas, pães e outros. A solução foi aparentemente simples: forçar o rompimento das ligações duplas da gordura vegetal (insaturada), gerando um sólido. Como fazer isso? Adicionando átomos de hidrogênio para se ligarem aos carbonos com duplas ligações, transformando-as em duas simples, em um processo chamado de hidrogenação. Nasceu aí a gordura vegetal hidrogenada.</p>
<p>- A nova gordura, além de ser considerada menos danosa ao organismo, conferia aos alimentos mais tempo de conservação e melhor consistência. Além disso, criou a margarina, que pode ser espalhada em um pedaço de pão logo após ser retirada da geladeira, ao contrário da manteiga, que endurece a baixas temperaturas. Aos poucos, a gordura hidrogenada substituiu a animal.</p>
<p>- A partir da década de 80, ganharam força as evidências de que a gordura hidrogenada poderia ser ainda menos saudável que a gordura saturada. O motivo: na hidrogenação industrial, nem todas as ligações duplas são eliminadas e as restantes formam um ângulo muito pequeno, o que em Química se reconhece pelo prefixo “Trans” – daí o nome “gordura trans”. O resultado é uma molécula extremamente difícil de ser digerida, portanto com grandes possibilidades de se acumular. Descobriu-se então que a gordura trans, além de aumentar o LDL, como a gordura saturada, ainda diminui o HDL, colocando-a na lista de substâncias nocivas ao organismo.</p>
<p>(Arley Reis, <a href="http://www.agecom.ufsc.br/index.php?secao=arq&#038;id=20272" target="blank">Agecom</a>, 30/07/2010)</p>
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		<title>Especial SBPC: Sono e sonhos melhoram aprendizagem e desempenho das pessoas</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 15:16:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um auditório cheio manteve-se acordado e ansioso o tempo todo na conferência sobre “o papel cognitivo do sono e dos sonhos”, proferida na terça, 26/07, pelo pesquisador Sidarta Ribeiro, do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Derrubando preconceitos da própria academia, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um auditório cheio manteve-se acordado e ansioso o tempo todo na conferência sobre “o papel cognitivo do sono e dos sonhos”, proferida na terça, 26/07, pelo pesquisador Sidarta Ribeiro, do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).</p>
<p>Derrubando preconceitos da própria academia, as pesquisas do laboratório ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) começam a provar, cientificamente, que sonhos e o sono possuem relação direta com a memória das pessoas e dos ratos. O pesquisador, que doutorou-se nesse polêmico ramo da Ciência, foi apresentado aos presentes pela professora Regina Helena Lima, que, além de integrante do Instituto, também pesquisa a meditação e a ioga no desempenho cotidiano dos estudantes. A equipe de pesquisadores é referendada pela liderança de Miguel Nicolelis, cientista potiguar que detém reconhecimento internacional.</p>
<p>Utilizando métodos e argumentos científicos, Sidarta partiu da sua experiência pessoal no doutorado. “Quando começava a trabalhar, caia no sono. Cheguei cochilar 16 horas por dia. Passei a pesquisar o assunto e descobri que o sono não estava me sabotando, mas me preparando”, contou. Os seus experimentos científicos foram realizados com ratos, cujo comportamento, nessa área, se assemelha ao dos homens. “O sono está para a memória como a alimentação está para a digestão”.</p>
<p>As duas fases do sono, localizadas no hipocampo e no córtex do cérebro, têm importância fundamental para a estocagem das memórias, que se aprofundam ao longo do tempo. “Geralmente não lembramos do que comemos no café da manhã, mas recordamos perfeitamente da merenda do nosso primeiro dia de aula”, exemplificou. A memória com o tempo, acrescentou, vai adquirindo ancoragem, ou seja, faz ligações com fatos correlatos. “O meu avô, por exemplo, dizia que para lembrar o nome de um novo aluno tinha que esquecer o nome de uma planta”.</p>
<p>Sidarta está, no momento, realizando pesquisas sobre os reflexos do sono na escola. Os primeiros resultados mostram que os alunos que tiram uma soneca absorvem muito melhor os conteúdos apresentados em sala. “Talvez possamos aproveitar a experiência futuramente em todos os níveis de ensino, inclusive na pós-graduação”, sonha ele.</p>
<p>O conferencista aprofundou ainda as questões relacionadas ao fortalecimento, à propagação e à reestruturação das memórias. Falou do papel do sono e dos sonhos na criatividade artística, intelectual e no desenvolvimento da ciência no mundo.</p>
<p>As pesquisas do instituto, sublinha Sidarta, recuperam pressupostos lançados há mais de 100 anos por Sigmund Freud, e na época ridicularizados, especialmente sobre o papel exercido pelos sonhos em relação aos desejos do ser humano. “Infelizmente ainda enfrentamos muita resistência e preconceito junto à comunidade científica”, lamenta Regina Helena Silva.</p>
<p>Atuando de forma interdisciplinar e mantendo parcerias com várias instituições no Brasil e no exterior, o laboratório está desenvolvendo simultaneamente diversos projetos de pesquisa interligados pela mesma temática.</p>
<p>Sidarta citou, entre outros, a investigação da função oracular do sono, a busca do correlato natural do sono lúcido e o estudo de sonhos antecipatórios em vestibulandos. Os pesquisadores do laboratório consideram ser possível prever o futuro de uma maneira probabilística a partir dos sonhos. “A população acredita nisso. Falta, agora, convencer a academia”, concluiu Sidarta.</p>
<p>Científico ou não, o fato é que o sonho mobiliza as pessoas e o sono adequado melhora o seu desempenho. A própria conferência confirmou essa verdade.</p>
<p>(Moacir Loth, <a href="http://www.agecom.ufsc.br/index.php?secao=arq&#038;id=20141">Agecom</a>, 27/07/2010) </p>
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		<title>Especial SBPC: Legalização do aborto é questão de saúde pública e direito individual da mulher</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 15:14:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[À esteira do 3º Programa de Direitos Humanos do Brasil, pesquisadores recolocaram nesta terça, 27/07, na agenda política o tema do aborto como questão de saúde pública e direito individual da mulher. A mesa redonda, realizada no auditório da reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), durante a 62ª reunião Anual da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>À esteira do 3º Programa de Direitos Humanos do Brasil, pesquisadores recolocaram nesta terça, 27/07, na agenda política o tema do aborto como questão de saúde pública e direito individual da mulher. A mesa redonda, realizada no auditório da reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), durante a 62ª reunião Anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), produziu um consenso de opiniões dos palestrantes Jefferson Drezett Ferreira, Thomaz Rafael Gollop e Estela Aquino. Apresentados pela pesquisadora Rute M. G. Andrade, da SBPC, eles ofereceram dados e conceitos demonstrando a necessidade urgente da legalização do aborto para que as mulheres brasileiras possam receber um tratamento humanizado na rede hospitalar e fiquem livres da discriminação social a que continuam sendo vítimas por parte da sociedade brasileira. Os pesquisadores consideram inadmissível a interferência das igrejas numa questão que diz respeito “unicamente à individualidade das pessoas”.</p>
<p>A pesquisadora Estela Aquino, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), reivindicou a melhoria e o aperfeiçoamento dos diagnósticos, métodos de pesquisa e levantamento dos dados sobre o aborto no Brasil. “É preciso contextualizar as circunstâncias em que ele acontece. Trata-se de um problema que, embora atinja mais as famílias pobres, afeta todas as classes sociais do país”, assinalou. Defendeu também uma maior segurança da mulher pesquisada e uma efetiva garantia do sigilo ao pesquisador. Lamentou a carência de pesquisas nacionais que contemplem a realidade das periferias e cidades pequenas. Denunciou ainda o tratamento preconceituoso obtido nos hospitais pelas vítimas.</p>
<p>Já o médico Jefferson Drezett, que é ginecologista em São Paulo, sublinhou tratar-se de um falso dilema o debate “contra ou a favor do aborto”. Para ele o importante vai além da discussão ideológica, uma vez que se está diante da violação dos direitos humanos e reprodutivos. O debate, frisa, precisa levar em conta a saúde da mulher, inserindo o aborto como prioridade entre as políticas públicas. “A violência sexual também é uma tragédia na saúde pública”, alertou, após indicar o crescimento assustador do fenômeno no Brasil e no mundo.</p>
<p>Por exemplo, só em São Paulo ocorrem anualmente 42 mil estupros. Acrescentou que a realização do aborto para salvar a vida da mulher é quase consenso na legislação dos países e une a opinião também da maioria dos ginecologistas brasileiros. Citou que 95% dos abortamentos inseguros acontecem nos países em desenvolvimento. No Brasil uma mulher morre a cada dois dias vítima de tratamento em ambiente inadequado.</p>
<p>O médico Rafael Gollop, da USP, informou que a discussão em torno do aborto tem ocupado um grupo de trabalho de pesquisadores da SBPC. Ele chamou a atenção para o significado dos números revelados e pediu a atenção de todos para os conceitos correlacionados à polêmica. Alertou que as correntes religiosas têm deformado o debate “sem a mínima noção dos fatos e da realidade do país”. Frisou que é um sofisma dizer que o Brasil não pode mexer na legislação por ser um país católico. Por fim, pediu a mobilização da sociedade brasileira contra o Estatuto do Nascituro que tramita no Congresso, pois “é um retrocesso até mesmo em comparação ao quadro jurídico atual”. Na sua fundamentação a favor da legalização do aborto, socorreu-se em Aristóteles: “direito é atribuir a cada um o que é seu”. A questão da maternidade, conclui, é uma questão afetiva. “Ninguém obriga a maternidade a ninguém”. Fez finalmente uma provocação: “Se o homem engravidasse, a legalização do aborto já seria uma realidade há décadas no Brasil”.</p>
<p>(Moacir Loth, <a href="http://www.agecom.ufsc.br/index.php?secao=arq&#038;id=20151">Agecom</a>, 27/07/2010) </p>
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		<title>Especial SBPC: Função da música nas prisões da ditadura ultrapassa a ideológica</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 15:10:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No ano de 1971, atuava na prisão do Dops, em São Paulo, um sargento violonista que se unia clandestinamente aos presos nos momentos de liturgia musical. Num domingo, levou o violão escondido na lata de lixo e arriscou-se a acompanhar ao violão Carmenzita, presa política de voz extraordinária, no seu ritual de homenagem à hora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No ano de 1971, atuava na prisão do Dops, em São Paulo, um sargento violonista que se unia clandestinamente aos presos nos momentos de liturgia musical. Num domingo, levou o violão escondido na lata de lixo e arriscou-se a acompanhar ao violão Carmenzita, presa política de voz extraordinária, no seu ritual de homenagem à hora do Ângelus. Os presos estavam todos em volta, como de costume, quando se ouviu o badalar do sino das seis horas no mesmo instante em que Carmenzita entoava Ave Maria no Morro, sob os acordes do violão militar. Todos os sonhos de democracia haviam sido cassados pelo AI 5. O horror e a tortura silenciavam os artistas e intelectuais nos cárceres da Ditadura Militar. Mas esse conjunto efêmero de circunstâncias coincidentes provocou uma emoção coletiva intensa, uma epifania entre seres de posições políticas opostas, em que a música foi capaz de suspender as trincheiras entre inimigos.</p>
<p>Esse e outros relatos inéditos que mostram o papel da música nas prisões das ditaduras na América Latina e no Brasil foram narrados esta quarta, 27/08, na manhã do segundo dia da 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira do Progresso da Ciência (SBPC), no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, pela pesquisadora Lúcia Maria Sálvia Coelho, da Universidade de Santa Marcelina (USM). Como no episódio da Ave-Maria, a própria conferência oportunizou momentos de epifania, quando uma platéia lotada, principalmente por jovens estudantes, sentados, ao chão ou de pé, encostados nas paredes, entoou os hinos de resistência gerados nos festivais de música da década de 70 e projetados pela palestrante. A emoção calma e a admiração pela herança político- cultural cumpriram o objetivo da pesquisadora de permitir que as novas gerações conheçam, através das artes, esses momentos de supressão das liberdades para que não se repitam.</p>
<p>Junto com as gravações o público acompanhou “Pra não dizer que não falei das flores”, “Porta Estandarde” e “Disparada”, de Vandré, “Alegria, alegria”, de Caetano Veloso, “Domingo no parque”, de Gil, “Ponteio”, de Edu Lobo e outras canções menos conhecidas de Chico Buarque que, segundo a autora, foi o compositor mais cantado nas prisões. À medida que esclarecia o contexto político no qual essas canções foram produzidas dentro e fora das prisões, e circunstâncias que ela própria vivenciou, o significado das letras foi se revelando. “Pra que ninguém mais pense que Apesar de você fala de uma briga de namorados”, diz Lúcia. Entoar esse samba de Chico era, segundo ela, reação de praxe aos abusos do poder e às atitudes de desrespeito aos direitos humanos no cárcere.</p>
<p>A pesquisadora integra há mais de 20 anos a Sociedade Científica de Estudos da Arte (CESA), fundada há 20 anos por um grupo de estudiosos agrupados em torno de Ruy Galvão de Andrada Coelho, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Na conferência Música nas prisões da Ditadura, valeu-se de sua experiência como presa política, torturada e exilada, ao lado do marido Ruy Galvão, para fazer de suas memórias do cárcere uma oportunidade de reflexão sobre o que pode a música representar para seres humanos em situação de limite e opressão política.</p>
<p>Ainda está longe de ser dito e ouvido tudo sobre a importância da música na superação do período da ditadura militar. Mais do que qualquer outra arte, a chamada canção de protesto representou para a sobrevivência dos presos políticos o que simbolicamente as narrativas das Mil e uma Noites significaram para Sherazade. Depois do AI 5, quando em nenhum outro lugar era possível se reunir, agir protestar, porque qualquer pessoa andando pela rua poderia ser sequestrada e encapuzada, encarcerada e torturada, ter sua casa invadida e seus filhos recolhidos para adoção, quando toda voz já havia sido calada, nos cárceres do regime de exceção os jovens ainda se arriscavam a cantar. E cantando perfaziam no cotidiano das grades, como mostra a conferencista, um ritual de celebração à luta política, à solidariedade na dor, à comunhão de almas, à alegria também e até à carnavalização das diferenças, como no exemplo da Ave-Maria.</p>
<p>“Já estávamos presos mesmo”, diz com um sorriso nos lábios Lúcia Coelho, que consegue com humor e afeto histórico rememorar a tragédia pessoal que viveu em três meses de prisão pelo circuito Dops, Operação Bandeirante (Oban) ou prisão da Tiradentes, além de um ano de cárcere domiciliar e mais dois anos de exílio na França. Seu trabalho conta com a contribuição do filho Sérgio Coelho, professor universitário e estudioso de Teatro.</p>
<p>A solidariedade estabelecida pelos prisioneiros, que cantam juntos nas celas do Dops, constituía uma das mais importantes funções da música nesse período, explica Lúcia. Iniciava no fim do dia, seguindo um repertório escolhido ao acaso, mas sempre se encerrava com a canção Boa Noite, composta na prisão por Marily Bezerra, membro da Polop, torturada e morta nos porões da ditadura: Boa Noite/Diga apenas Boa Noite/Saia ao menos à janela/Para ouvir o meu cantar/Companheiros/Confiança no Futuro/Que um dia nós faremos/Uma manhã cheia de sol.</p>
<p>Na sequência, os presos entoavam a Internacional Comunista e concluíam com uma corrente de boa noites, que iniciava na cela feminina nº 3. “Cada noite, uma de nós ficava encarregada de gritar: Boa noite cela 6! E os prisioneiros da cela 6 respondiam: Boa noite!, e assim por diante, até chegar ao fundão&#8221;. O fundão era a cela de isolamento, no fundo do corredor, onde não entrava luz. Havia espaço apenas para um colchão e uma privada, bem aos pés do leito. Esse rito musical raramente era reprimido pelos carcereiros do Dops, a exceção dos ligados ao delegado Fleury. Mas a maioria não apenas permitia como às vezes participava do canto.</p>
<p>A pesquisa aponta ainda que as músicas populares quando cantadas também serviam como forma de evasão e ponte para lembranças dos momentos de liberdade: Um dos relatos mais emblemáticos trazidos por Lúcia é o vivenciado por Iara Seixas, presa política, hoje professora universitária, que conseguiu espiar através de uma janela da Oban a sala de uma casa vizinha onde os moradores estavam à mesa comendo e conversando. A imagem espiada de uma família de classe alta jantando ao lado de uma prisão e alheia aos gritos de dor que emanavam da câmera de tortura, misturada à memória de sua própria vida em família, arrebatou-a de modo muito forte e evocou a música de Caetano Veloso e Gilberto Gil Panis et circensis cantada pelos Mutantes. Eu quis cantar/Minha canção iluminada de sol /Soltei os panos sobre os mastros no ar /Soltei os tigres e os leões nos quintais /Mas as pessoas na sala de jantar/ São ocupadas em nascer e morrer /Mandei fazer /De puro aço luminoso um punhal /Para matar o meu amor e matei /Às cinco horas na avenida central/ (&#8230;) Mandei plantar /Folhas de sonho no jardim do solar /As folhas sabem procurar pelo sol /E as raízes procurar, procurar/ (&#8230;)</p>
<p>Pelas asas dessa letra, que guarda uma das criações mais sublimes da MPB, Iara tomou consciência da dimensão de seu desamparo e da alienação social tão citada pelas letras de Caetano e Chico Buarque, e, segundo a pesquisadora, muito semelhante ao fenômeno de compactuação dos alemães com o nazismo. Mas na rotina da dor e do cárcere também havia lugar para festa e alegria, como por exemplo no Carnaval. Na prisão Tiradentes, onde havia maior espaço para o convívio, as prisioneiras cantavam e dançavam as marchas carnavalescas usando fantasias ou adornos improvisados. “A alegria voltava para as celas graças à música e à força da imaginação das jovens”, diz a doutora em Psicologia Médica e Prova de Rorschach e membro do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos.</p>
<p>Notícias da morte de um companheiro eram recebidas com uma onda de tristeza e desânimo. Mas não eram capazes de levar à desistência. A manutenção da coragem e da convicção da necessidade de continuar a luta contra a ditadura eram alimentadas por hinos revolucionários, mas também pela marcha carnavalesca Zum-zum: Oi! Zum, zum, zum,/ Zum, zum, zum! /Está faltando um! (bis) /Bateu asas, foi embora, /Não apareceu. /Nós vamos sair sem ele, /Foi a ordem que ele deu. (&#8230;)/</p>
<p>Com a marchinha, acompanhada por uma flauta doce, as prisioneiras da Tiradentes lamentaram a morte de Lamarca, mas também anunciaram que o bloco prosseguiria a luta, cumprindo a vontade do guerrilheiro. E Suíte do pescador, de Dorival Caymmi, aparentemente uma doce canção do mar, composta na prisão, funcionava como um hino de celebração à vida em homenagem aos companheiros que partiam do cárcere e podiam vislumbrar novas perspectivas. Minha jangada vai sair pro mar/ Vou trabalhar, meu bem querer /Se Deus quiser quando eu voltar do mar/Um peixe bom eu vou trazer/ Meus companheiros também vão voltar/ E a Deus do céu vamos agradecer/ Adeus, adeus/ Pescador não se esqueça de mim/Vou rezar pra ter bom tempo, meu bem/ Pra não ter tempo ruim/ Vou fazer sua caminha macia/ Perfumada com alecrim.</p>
<p>Desse modo imaginativo a música na prisão cumpre funções que vão além da comunicação de uma aspiração ideológica, conclui Lúcia. Ao modo brasileiro, as canções rompiam o padrão de medo e barbárie do universo carcerário, embalavam e acalentavam os companheiros após as sessões de tortura. E sobretudo introduziam na rotina dos porões da guerra política a solidariedade, a alegria e o conforto para a dor, humanizando o que foi condenado ao desumano.</p>
<p>(Raquel Wandelli, <a href="http://www.agecom.ufsc.br/index.php?secao=arq&#038;id=20152">Agecom</a>, 27/07/2010)</p>
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		<title>UFSC desenvolve estudo sobre conservação da araucária</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 14:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucasastefanello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Árvore típica da região Sul, a araucária está ameaçada de extinção. Mas sua semente, o pinhão, além de ser uma fonte de renda para diversos agricultores, tem forte significado cultural e valor na alimentação. O projeto ´Fundamentos para a conservação da araucária e uso sustentável do pinhão`, coordenado pelo professor Maurício Sedrez dos Reis, do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Árvore típica da região Sul, a araucária está ameaçada de extinção. Mas sua semente, o pinhão, além de ser uma fonte de renda para diversos agricultores, tem forte significado cultural e valor na alimentação. O projeto ´Fundamentos para a conservação da araucária e uso sustentável do pinhão`, coordenado pelo professor Maurício Sedrez dos Reis, do<a href="http://www.npft.ufsc.br/" target="blank"> Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais</a> da UFSC, tem como objetivo gerar conhecimentos para aproveitar esse potencial. A pesquisa tem apoio financeiro da Fapesc e integra as ações do Programa Biodiversidade do Estado de Santa Catarina.</p>
<p>O trabalho será desenvolvido por pesquisadores da UFSC, Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Floresta Nacional de Três Barras (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade). No projeto a equipe destaca que o uso do pinhão tem favorecido a conservação da araucária e contribui também com a manutenção da Floresta Ombrófila Mista, vegetação em que esse tipo de árvore é predominante.</p>
<p><strong>Ecologia da araucária</strong><br />
O estudo leva em conta a necessidade de manutenção dos processos ecológicos da araucária e da Floresta Ombrófila Mista, assim como possibilidades de que os agricultores familiares usem a vegetação nativa na geração de trabalho e renda.</p>
<p>Serão sete ações de pesquisa. As atividades incluem trabalhos envolvendo demografia (como a espécie se distribui), fenologia (estudos sobre a araucária e suas relações com o ambiente) e diversidade genética, entre outros. De acordo com a equipe, as análises sobre estrutura populacional, crescimento, regeneração natural, mortalidade, biologia reprodutiva, organização da diversidade genética e fluxo gênico, interações com a fauna, evidências de domesticação, entre outros, são fundamentais para compreensão da ecologia da araucária nos ambientes de ocorrência atual em Santa Catarina.</p>
<p>O projeto permitirá também análises sobre a cadeia produtiva e impactos da extração de pinhões sobre a fauna e sobre a regeneração da espécie &#8211; aspecto ainda desconhecido e fundamental para estabelecimento de critérios para uma orientação sustentável no processo de coleta, visando à manutenção da biodiversidade.</p>
<p>“A coleta reduz as sementes que seriam utilizadas pela fauna como alimento e causa problemas na regeneração das populações naturais da araucária, pois compromete a probabilidade de surgirem novas plantas”, lembra o professor Maurício Sedrez dos Reis. Segundo ele, são praticamente inexistentes estudos que buscam estabelecer o percentual de pinhões que deveria ser extraído da floresta sem que a dinâmica de regeneração seja afetada.</p>
<p>A pesquisa ainda contempla análises sobre produtividade do pinhão em diferentes populações de araucária; uso e exploração histórica e atual; sistemas de manejo adotados por agricultores familiares e caracterização da cadeia produtiva em Santa Catarina.</p>
<p>A expectativa é estabelecer políticas públicas associadas à conservação e uso da araucária, gerando orientações para uso sustentável do pinhão, manejo da paisagem, regulamentações sobre época e intensidade de coleta e ações de fomento de uma cadeia produtiva sustentável.</p>
<p>“Diante do cenário de paisagem em que se encontra a araucária, com remanescentes florestais distribuídos de forma extremamente fragmentada, são fundamentais informações sobre a espécie, para que sejam delineados planos que garantam a continuidade de suas populações”, alerta o coordenador.</p>
<p>Mais informações: Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais / (48) 3721-5322 / msedrez@gmail.com</p>
<p><strong>Saiba Mais:</strong></p>
<p><strong>A araucária</strong><br />
O pinheiro-do-paraná (Araucária angustifólia) é a única espécie do gênero araucária encontrada no Brasil. Esta árvore é símbolo do estado do Paraná e das cidades de Curitiba e Araucária. A distribuição se concentra nos estados do Sul do Brasil, mas também ocorre em regiões mais altas do Sudeste, com exceção do Espírito Santo, e em pequenas manchas na Argentina e no Paraguai.</p>
<p>É a espécie que prevalecia na Floresta Ombrófila Mista e possui grande importância ecológica. Seus pinhões servem de alimento para pequenos animais no inverno, época do ano com escassez de frutos e néctares.</p>
<p><strong>Reservas esgotadas</strong><br />
Historicamente a araucária foi alvo de exploração predatória devido ao seu valor madeireiro. A Floresta Ombrófila Mista, formação típica da espécie, que representava aproximadamente 30% da cobertura florestal de Santa Catarina no século XIX, também foi reduzida e fragmentada por conta da expansão da fronteira agrícola e pecuária no século XX. Essa destruição ocorreu em todo Sul do Brasil. Atualmente, os remanescentes florestais de araucária representam apenas 1 a 4% da sua área de ocorrência inicial.</p>
<p><strong>Produto madeireiro</strong><br />
A exploração da araucária, concentrada entre o início do século XX e a década de 1970, teve impactos expressivos na economia brasileira. Por um longo período foram exportadas madeiras serradas e laminadas para vários países. Esta ação intensificou-se a partir de 1934, tendo seu auge nas décadas de 50 a 70, e fez com que as reservas fossem praticamente esgotadas em São Paulo. Estima-se que entre 1958 e 1987 foram exportados mais de 15 milhões de m³ de madeira, fazendo com que a araucária fosse o produto madeireiro mais importante do Brasil até a década de 70.</p>
<p><strong>Ameaça de extinção</strong><br />
Como consequência dessa exploração, associada à destruição parcial do ambiente em que se desenvolve a araucária, a espécie está ameaçada, segundo Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção. É classificada como vulnerável na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção do Estado do Paraná e como criticamente ameaçada pela Lista Vermelha de Plantas Ameaçadas da International Union for Conservation of Nature (IUCN).</p>
<p><strong>Pinhão</strong><br />
O uso do pinhão como fonte de alimento é uma característica cultural forte. Essa semente é aproveitada desde os povos indígenas que habitavam as áreas de ocorrência da araucária. O pinhão é também uma importante fonte de renda para agricultores familiares. Muitos proprietários rurais mantêm e manejam populações de araucária em suas propriedades não apenas pelo significado cultural e valor alimentício, mas também pela possibilidade de geração de renda.</p>
<p>Dados do IBGE indicam que foram retiradas, no ano de 2007, na região Sul do Brasil, 4.615 toneladas de pinhão, que rendem preço médio de R$ 1,13 o quilo. O maior volume de comercialização ocorre nos meses de junho e julho, já que o pinhão é componente essencial em festas do Sul do país e juninas.</p>
<p>Fonte: Projeto ´Fundamentos para a conservação da araucária e uso sustentável do pinhão`:</p>
<p><strong>Saiba Mais:</strong></p>
<p>Objetivos Gerais:<br />
- Fundamentar ações para uso sustentável do pinhão em remanescentes florestais com Araucária angustifólia em Santa Catarina.<br />
- Estudar estratégias e modelos de conservação e domesticação para Araucária angustifólia em Santa Catarina</p>
<p><strong>Objetivos específicos:</strong><br />
- Caracterizar a estrutura populacional de Araucária angustifólia em Santa Catarina<br />
- Avaliar a regeneração natural e crescimento do diâmetro dos indivíduos em populações da espécie<br />
- Avaliar o padrão espacial de Araucária angustifólia<br />
- Avaliar aspectos da fenologia reprodutiva em populações da espécie<br />
- Avaliar a produtividade de pinhões em populações de araucária em duas regiões de Santa Catarina<br />
- Caracterizar a diversidade e estrutura genética em populações da espécie em Santa Catarina<br />
- Caracterizar a estrutura genética interna (escala fina) da espécie<br />
- Caracterizar o fluxo gênico histórico e contemporâneo em populações da espécie<br />
- Estudar ocorrência local de variedades / tipos (variação intra-específica), e suas variações morfológicas, em populações de Araucária angustifólia<br />
- Analisar o conhecimento a respeito de variações de manejo e unidades de paisagem relacionadas aos tipos<br />
- Inferir sobre os graus distintos de domesticação da espécie e as<br />
características que têm sido modificadas por ações humanas<br />
- Avaliar o impacto da extração de pinhões sobre a fauna<br />
- Identificar e analisar os canais de comercializações e a cadeia produtiva do pinhão em Santa Catarina </p>
<p>(<a href="http://www.agecom.ufsc.br/index.php?secao=arq&#038;id=20041" target="blank">Agecom</a>, 23/07/2010)</p>
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		<title>Professor da UFSC recebe homenagem do Institute of Noise Control Engineering</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 15:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucasastefanello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por sua contribuição à área de engenharia de controle de ruído, o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, Samir Nagi Yousri Gerges, foi homenageado pelo Institute of Noise Control Engineering (INCE-USA), na categoria distinguished international member.
Esta foi a primeira premiação do INCE-USA, mas o professor já recebeu outros reconhecimentos, como o Prêmio Fellow, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por sua contribuição à área de engenharia de controle de ruído, o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, Samir Nagi Yousri Gerges, foi homenageado pelo Institute of Noise Control Engineering (INCE-USA), na categoria distinguished international member.</p>
<p>Esta foi a primeira premiação do INCE-USA, mas o professor já recebeu outros reconhecimentos, como o Prêmio Fellow, do Instituto Internacional de Acústica e Vibrações; Prêmio Fellow da Sociedade Americana de Acústica; Prêmio Logoseg, da Associação Nacional da Indústria de Materiais de Segurança e de Proteção ao e o Prêmio Destaque, da Revista Cipa, como reconhecimento pelos serviços prestados ao setor de Segurança do Trabalho.</p>
<p>Egípcio, naturalizado brasileiro, Samir Nagi Yousri Gerges veio para Florianópolis em 1978 – ano em que começou a trabalhar na UFSC. O pesquisador é referência mundial quando o assunto é controle de ruídos em veículos e de máquinas. Preside a Comissão Internacional de Acústica (ICA) Entidade Amberela mundial que coordena atividades de 54 associações de acústica representando, cada uma um país e é vice-presidente do The International Institute of Noise Control Engineering (I-INCE) e da Federação Iberoamericana de Acústica (FIA).</p>
<p>É autor de quatro livros na área e faz parte do corpo editorial de diferentes revistas técnicas internacionais, como o Journal of Building Acoustics, International Journal of Sound and Vibration e Journal of Noise Control Engineering</p>
<p>O professor criou o Laboratório de Ruído Industrial na UFSC. Possui graduação em Engenharia Mecânica/Aeronáutica,1964, mestrado em Engenharia Mecânica/ Aeronáutica pela Universidade do Cairo(Egito), 1969 e doutorado em Engenharia Mecânica pela University of Southampton (Inglaterra), 1974, além de ter realizado pós-doutorado por 6 anos na Inglaterra.</p>
<p>(Fernanda Búrigo, <a href="http://www.agecom.ufsc.br/index.php?secao=arq&#038;id=19963" target="blank">Agecom</a>, 22/07/2010)</p>
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		<title>Eletrobras abre edital de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 12:58:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucasastefanello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Eletrobrás-Eletronorte, por meio da chamada 02/2010 de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&#038;D), convida universidades, instituições de pesquisa, empresas e entidades com expertise nos temas a apresentarem projetos que atendam às demandas especificadas. O período para apresentação de projetos vai de 19 de julho a 13 de agosto de 2010.
A estimativa de investimentos em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Eletrobrás-Eletronorte, por meio da chamada 02/2010 de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&#038;D), convida universidades, instituições de pesquisa, empresas e entidades com expertise nos temas a apresentarem projetos que atendam às demandas especificadas. O período para apresentação de projetos vai de 19 de julho a 13 de agosto de 2010.</p>
<p>A estimativa de investimentos em projetos de P&#038;D em 2010 pela Eletrobrás-Eletronorte é de R$ 40 milhões. Em sete ciclos, o programa já acumulou mais de 292 projetos assim distribuídos: 164 na Carteira Aneel, 66 na Carteira PI &#8211; Cepel, 35 na Carteira Interna, dez na Carteira CCT e 17 na Carteira RBT, gerenciados diretamente com investimentos superiores a R$ 90 milhões.</p>
<p>Os recursos para a execução do projeto estão previstos na Lei nº 9991/2000, que dispõe sobre a realização de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em eficiência energética por parte das empresas concessionárias, permissionárias e autorizadas do setor de energia elétrica. Os projetos deverão seguir as premissas do Manual do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica, da Aneel, versão 2008, aprovado pela resolução normativa nº 316 de 13/05/2008.</p>
<p>A divulgação desse instrumento visa, mais uma vez, a estimular o desenvolvimento de projetos de P&#038;D que possam contribuir para a inovação tecnológica no setor elétrico, abordando, entre outros itens, os resultados esperados referentes a cada demanda, os procedimentos para submissão dos projetos e ainda esclarecimentos a respeito de cada etapa do processo.</p>
<p>O arquivo eletrônico com o detalhamento da chamada pode ser acessado, clicando aqui. Neste link também é possível efetivar o cadastramento das propostas, bem como fazer o download de documentos e orientações.</p>
<p>Esclarecimentos e informações adicionais acerca da chamada deverão ser enviados ao endereço eletrônico ou pelo telefone (61) 3429-5433.</p>
<p>(Agência CNI, 20/07/2010)</p>
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		<title>Artigo é publicado na E-Tech</title>
		<link>http://formidia.com.br/2010/07/20/artigo-e-publicado-na-e-tech/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 14:16:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucasastefanello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acadêmico e professores publicam pesquisa sobre proteção contra descargas atmosféricas
Quatro professores e um acadêmico do curso de Engenharia Telemática desenvolveram um sistema de proteção de aparelhos eletrônicos e tiveram a pesquisa publicada, através de um artigo, na revista E-Tech. O projeto foi desenvolvido para a Eletrosul Centrais Elétricas S.A.
A revista ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acadêmico e professores publicam pesquisa sobre proteção contra descargas atmosféricas</p>
<p>Quatro professores e um acadêmico do curso de Engenharia Telemática desenvolveram um sistema de proteção de aparelhos eletrônicos e tiveram a pesquisa publicada, através de um artigo, na revista E-Tech. O projeto foi desenvolvido para a Eletrosul Centrais Elétricas S.A.</p>
<p>A revista <a href="http://revista.ctai.senai.br/index.php/edicao01/index" target='blank">E-tech</a> é uma publicação semestral do SENAI/SC e tem acesso livre. Ela tem o objetivo de divulgar estudos e pesquisas multidisciplinares em Educação Profissionalizante e Tecnológica.</p>
<p>O título do artigo é: Prevenção Contra Danos Provocados por Surto de Tensão Devido às Descargas Atmosféricas Através de Sistema Eletrônico Microcontrolado. Os professores Anderson André, Sérgio Ávila, Julibio Ardigo e João Ávila, além do acadêmico Bruno Espíndola, desenvolveram este sistema com interface computacional. Ele permite fazer a aquisição de dados provenientes do Sistema de Informações Integradas Baseado no Sistema de Detecção de Descargas Atmosféricas (SIDDEM).</p>
<p>Desta maneira é possível obter informações das descargas atmosféricas ocorridas na região da Subestação, em Palhoça, de propriedade da Eletrosul Centrais Elétricas S.A. Tais dados subsidiam as decisões do sistema desenvolvido a fim de proteger equipamentos eletrônicos de danos que possam ser causados por surto de tensão devido a estas descargas, desconectando-os da rede elétrica e mantendo-os em funcionamento através de um no-break.</p>
<p>O local foi escolhido em função de sua facilidade de acesso, mas o sistema desenvolvido pode ser facilmente utilizado em outros pontos de interesse da Eletrosul Centrais Elétricas S.A. </p>
<p>(<a href="http://portal2.unisul.br/content/jornalunisulhoje/home/integradanoticia.cfm?objectid=EB7CF011-3048-6857-88A45C5059E04BCE&#038;secao=Geral" target="blank">Unisul</a>, 20/07/2010)</p>
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		<title>Conheça tecnologias desenvolvidas em universidades de SC</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 14:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucasastefanello</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma atividade básica do cotidiano ficará mais acessível aos deficientes visuais: a máquina de lavar poderá executar sua função a partir de comando de voz. Operações que antes eram feitas manualmente, como a limpeza feita pelas companhias de energia nos isoladores elétricos de linhas de alta tensão e a soldagem na indústria naval, serão automatizadas com o desenvolvimento de robôs. Tecnologias desenvolvidas nos laboratórios da UFSC e da Udesc aliam pesquisa e mercado.</p>
<p><strong>Lavadora será comandada por voz</strong></p>
<p>Tecnologia que gera independência e inclusão. Um projeto do Laboratório de Pesquisa em Sistemas Embarcados da Udesc/Joinville tem o objetivo de facilitar a utilização de uma lavadora de roupas por portadores de deficiência visual e idosos. É um exemplo da chamada tecnologia assistiva, que busca facilitar a realização de uma tarefa básica para pessoas com deficiência.</p>
<p>A equipe desenvolve interfaces para adaptar uma máquina convencional às necessidades do público alvo. Ao invés de ser comandada por um painel visual, ela receberá as ordens para lavar por comando de voz. Além disso, um sensor será capaz de classificar as roupas por cores, para que a pessoa combine as peças sem misturar os itens claros, escuros ou coloridos. O sistema de voz avisa a etapa da lavagem, a tonalidade da peça e permite que o usuário programe a máquina.</p>
<p>Estão em desenvolvimento, no laboratório, o hardware para a detecção de cores e reprodução e amplificação de áudio, além do software que fará a integração com o hardware.</p>
<p>O co-coordenador do projeto, professor Fábio de La Rocha, explica que o protótipo foi pensado inicialmente para submeter à competição do Prêmio Inova 2007/2008 na categoria Eletrônica, mas que depois se tornou um projeto acadêmico. A equipe conquistou o primeiro lugar no concurso, que abrange a inovação em engenharia e design e é realizado pela Whirlpool Latin America, subsidiária da maior fabricante mundial de eletrodomésticos.</p>
<p><strong>Mais segurança e qualidade na limpeza de isoladores de alta tensão</strong></p>
<p>Os ventos marítimos constantes no litoral maranhense pedem um cuidado maior na limpeza dos isoladores de energia elétrica. A água da chuva não é suficiente para lavá-los. &#8220;Lá, eles passam seis meses do ano limpando. O vento acumula salitre, e as vias (e os postes) ficam bastante próximas ao mar, como, por exemplo, na praia do Moçambique, em Florianópolis&#8221;, declara o professor de engenharia mecânica e integrante do projeto, Henrique Simas. O sal é um condutor e se acumula nos isoladores, podendo provocar curtos circuitos ou perda de energia, caso o isolamento fique comprometido.</p>
<p>Os departamentos de Automação e Sistemas e Engenharia Mecânica da UFSC desenvolveram o protótipo de um robô para lavagem de isoladores em linhas de alta tensão (13,8KV), a pedido da Gerência de Planejamento da Companhia Energética do Maranhão (Cemar). &#8220;Havia uma preocupação se a limpeza era feita de forma correta&#8221;, afirma Simas. Como o caminhão para na rua, paralelo à calçada, o braço hidráulico não conseguia lavar o outro lado do isolador corretamente. A equipe reprojetou o braço do limpador para alcançar as partes mais difíceis.</p>
<p>Outra solução para otimizar o processo foi a instalação de uma câmera. O operador observa numa tela o que está acontecendo e direciona a limpeza por um controle wireless. O processo é feito com as linhas vivas (energizadas), e o sistema sem fio evita que o operador toque nas partes metálicas do caminhão. &#8220;Se houver alguma fuga de corrente, ele está mais protegido&#8221;, garante Simas. Depois da limpeza, a câmera permite conferir o resultado.</p>
<p>&#8220;A gente automatizou o processo deles, que era manual. O que caracteriza o robô é ele ser programável. Ele tem flexibilidade de operar de formas diferentes&#8221;, explica Simas. O desenvolvimento do sistema durou dois anos e terminou em janeiro de 2010.</p>
<p><strong>Automatização da soldagem nos estaleiros</strong></p>
<p>A soldagem é utilizada em larga escala na indústria naval, da construção da estrutura das embarcações, como a fabricação do casco, à união de tubulações internas do navio e ao acabamento. Esses componentes são feitos de materiais distintos e têm espessuras e formatos diversos, o que torna necessária a utilização de diferentes técnicas e procedimentos de soldagem.</p>
<p>Uma equipe do Laboratório de Soldagem do curso de Engenharia Mecânica da UFSC (Labsolda), coordenada pelo professor Jair Carlos Dutra, trabalha para automatizar a soldagem na indústria naval, reduzindo o tempo gasto nas operações. O robô com a pistola de soldagem será montado sobre trilhos, para garantir maior flexibilidade de movimentos e melhor adaptação às diferentes superfícies. Os trilhos devem ser fáceis de montar e remontar, facilitando a logística.</p>
<p>A modalidade de soldagem mais utilizada atualmente nos estaleiros requer operação manual. Portanto, o projeto tem o objetivo de propor novos procedimentos de soldagem, buscando a automatização do processo e o aumento da produtividade. Serão desenvolvidos procedimentos específicos para as diferentes aplicações da indústria naval. O sistema vai automatizar as tarefas repetitivas, para que possam ser realizadas novamente com alta qualidade.</p>
<p>O Labsolda prevê a construção do robô e o desenvolvimento de plataforma de hardware e software de controle. O projeto é financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), tem o orçamento de R$ 633 mil e deve ser concluído até julho de 2012.</p>
<p><strong>Fim dos constrangimentos na hora da baliza</strong></p>
<p>O aluno de Engenharia de Controle e Automação da UFSC Daniel Lima desenvolveu um sistema desejado por muitos motoristas: o mecanismo ajuda a manobrar o automóvel.</p>
<p>O condutor aciona o dispositivo em uma tela posicionada no painel do carro, e o sistema procura uma vaga adequada, com o auxílio de sensores. Encontrada a vaga, o mecanismo gera uma trajetória para o veículo. O projeto foi realizado com a orientação do professor Leandro Buss Becker. Leia aqui reportagem sobre o sistema.</p>
<p>(<a href="http://www.economiasc.com.br/index.php?cmd=tecnologia&#038;id=1190" target="blank"" >EconomiaSC</a>, 20/07/2010)</p>
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